{"id":41,"date":"2023-09-17T13:47:51","date_gmt":"2023-09-17T16:47:51","guid":{"rendered":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/?p=41"},"modified":"2024-02-28T14:35:56","modified_gmt":"2024-02-28T17:35:56","slug":"burden-o-conceito-fundamental-na-teoria-do-desmonte-de-rocha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/2023\/09\/17\/burden-o-conceito-fundamental-na-teoria-do-desmonte-de-rocha\/","title":{"rendered":"Burden, o conceito fundamental na teoria do desmonte de rocha."},"content":{"rendered":"\n<p>Muitas pessoas definem a medida geom\u00e9trica do afastamento com sin\u00f4nimo de burden. Eu n\u00e3o tenho a pretens\u00e3o de definir o que \u00e9 e o que n\u00e3o \u00e9. O m\u00e1ximo que posso fazer \u00e9 te mostrar como eu defino burden e como fa\u00e7o uso da defini\u00e7\u00e3o para projetar desmontes que n\u00e3o est\u00e3o presos a conceitos puramente geom\u00e9tricos, como afastamento e espa\u00e7amento. As vezes o burden e o afastamento podem estar intimamente ligados em alguma parte do processo, mas n\u00e3o convergem para uma mesma defini\u00e7\u00e3o, s\u00e3o entes diferentes na minha vis\u00e3o da teoria do desmonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas antes um pequeno aviso. Para um melhor entendimento do conceito, voc\u00ea deve visualizar o desmonte como um sistema em que proporcionamos a convers\u00e3o de energia qu\u00edmica em trabalho mec\u00e2nico de fragmenta\u00e7\u00e3o. A partir de um s\u00f3lido, criamos um sistema constitu\u00eddo de material fragmentado que flui em determinada dire\u00e7\u00e3o (ou aleatoriamente, quando mal executado\u2026). Para conseguir este fluxo, muita energia qu\u00edmica \u00e9 convertida. Parte desta energia vai para a fragmenta\u00e7\u00e3o, parte para transfer\u00eancia de momento para os fragmentos e uma outra (grande) parte enche o saco como vibra\u00e7\u00f5es, ru\u00eddos sonoros, luz e como calor transferido ao meio. Neste \u00faltimo caso alguma coisa deu muito errada e a rea\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi completamente adiab\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A melhor maneira de introduzir o conceito de burden \u00e9 atrav\u00e9s do mito grego de S\u00edsifo. Contam os antigos gregos que S\u00edsifo era filho do rei \u00c9olo, da Tess\u00e1lia. Considerado por muitos como o mais astuto dos homens, S\u00edsifo enganou a morte por duas vezes. Uma delas foi quando Zeus mandou a morte busc\u00e1-lo por t\u00ea-lo caguetado enquanto sequestrava uma jovem chamada \u00c9gina (longa hist\u00f3ria, pode conferir os detalhes <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%ADsifo\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/S%C3%ADsifo\">aqui<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Por ter feito Zeus de bobo, S\u00edsifo foi condenado a empurrar montanha acima uma pedra muito pesada. Quando estava prestes a conseguir chegar ao topo, a pedra rolava para baixo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"618\" src=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/sisifo.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-42\" srcset=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/sisifo.png 640w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/sisifo-300x290.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para entender o que \u00e9 burden e como ele se encaixa nesta narrativa voc\u00ea deve se colocar no lugar de Zeus. Imagine que cabe a voc\u00ea projetar os detalhes do castigo de S\u00edsifo. A primeira coisa que voc\u00ea observa \u00e9 o coitado n\u00e3o tem uma for\u00e7a infinita.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabendo disso voc\u00ea conclui duas coisas obvias: se projetar uma pedra muito pesada, ele n\u00e3o conseguir\u00e1 empurr\u00e1-la, faltar\u00e1 energia. Se projetar uma pedra muito leve, ele empurrar\u00e1 a pedra com facilidade para cima e ainda sobrar\u00e1 energia pra tomar uma gelada com os amigos no resto do dia. O castigo deve ser \u00f3timo, no sentido de otimizado.<\/p>\n\n\n\n<p>A massa da pedra deve ser tal que quando estiver muito pr\u00f3ximo do cume as for\u00e7as de S\u00edsifo se encontrem no limite do esgotamento. Desta forma conseguimos o m\u00e1ximo de trabalho poss\u00edvel com a energia dispon\u00edvel. Projetamos um burden \u00f3timo.<\/p>\n\n\n\n<p>Burden \u00e9 uma palavra de origem da l\u00edngua inglesa que significa fardo, peso, \u00f4nus, carga, responsabilidade, obriga\u00e7\u00e3o. Traz consigo o conceito daquilo que \u00e9 de responsabilidade de algo ou algu\u00e9m. Os Rolling Stones possuem uma m\u00fasica chamada Beast of Burden, que numa tradu\u00e7\u00e3o livre para o portugu\u00eas brasileiro significa algo como o nosso famoso burro de carga.<\/p>\n\n\n\n<p>A pedra representa a carga que S\u00edsifo \u00e9 respons\u00e1vel por empurrar. Como esta carga foi bem projetada, convertemos a m\u00e1xima energia poss\u00edvel presente nas mol\u00e9culas de glicose do corpo de S\u00edsifo em trabalho mec\u00e2nico. Se S\u00edsifo fosse mais fraco, ter\u00edamos que projetar uma pedra menor. Se fosse muito mais forte, poder\u00edamos lhe presentear com um pedra muito maior.<\/p>\n\n\n\n<p>A analogia obvia agora \u00e9 trocar S\u00edsifo por um furo carregado com explosivos e a pedra por uma bancada (ou parte de uma). Mas antes perceba que no caso deste exemplo, o \u00f4nus, a carga, a responsabilidade de S\u00edsifo \u00e9 empurrar todo o volume de rocha para cima. <\/p>\n\n\n\n<p>Veja o desenvolvimento mostrado na figura abaixo. As setas em verde representam afastamentos quaisquer. As setas em azul, apontam na dire\u00e7\u00e3o em que ocorre a convers\u00e3o de energia qu\u00edmica em trabalho mec\u00e2nico e onde \u00e9 prov\u00e1vel que ocorra o fluxo do material fragmentado. \u00c9 esta seta , partindo do centro da carga, que podemos chamar de vetor burden. N\u00e3o se preocupe com defini\u00e7\u00f5es formais e rigorosas, o objetivo aqui \u00e9 conceitual. Estes vetores carregam a informa\u00e7\u00e3o de qual o volume de rocha ser\u00e1 afetado pela carga explosiva e a dire\u00e7\u00e3o onde o prov\u00e1vel fluxo de material vai ocorrer.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desenvolvimento-724x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44\" srcset=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desenvolvimento-724x1024.jpg 724w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desenvolvimento-212x300.jpg 212w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desenvolvimento-768x1086.jpg 768w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/desenvolvimento.jpg 794w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Considerando que estamos colocando o desmonte em um modelo de convers\u00e3o de energia qu\u00edmica em trabalho, podemos melhorar nossa vis\u00e3o do processo. Vamos pensar desta maneira: ao afastarmos o furo vamos proporcionando \u00e0 energia do sistema a possibilidade de se converter em trabalho mec\u00e2nico para um volume diferente do ponto \u00f3timo. At\u00e9 que  chegamos a um ponto onde a fragmenta\u00e7\u00e3o ocorre apenas como crateramento do furo. Note que conforme vamos nos aproximando deste ultimo ponto vamos alterando o burden do nosso sistema, independente do afastamento do furo \u00e0 face.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora vamos emprestar duas teorias, a teoria de Ash que trata sobre o \u00edndice de rigidez (ou esbeltez) e a teoria do crateramento. Podemos trabalhar com as duas teorias de modo a tentar encontrar as dimens\u00f5es das dist\u00e2ncias da carga de modo a proporcionar o melhor aproveitamento poss\u00edvel da energia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/ash_crater-724x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-45\" srcset=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/ash_crater-724x1024.jpg 724w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/ash_crater-212x300.jpg 212w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/ash_crater-768x1086.jpg 768w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/ash_crater.jpg 794w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Estas duas teorias s\u00e3o ferramentas para tentar encontrar o burden \u00f3timo. N\u00e3o importa aqui se voc\u00ea concorda ou n\u00e3o com a a teoria de Ash ou com a teoria do crateramento. O importante \u00e9 perceber que utilizamos dois modelos para projetar o melhor burden poss\u00edvel. Voc\u00ea poderia ter utilizado quaisquer outros.<\/p>\n\n\n\n<p>O que estamos fazendo \u00e9 tentar encontrar a posi\u00e7\u00e3o da carga dentro do sistema que possibilita a melhor convers\u00e3o de energia qu\u00edmica em trabalho mec\u00e2nico e, se voc\u00ea olhar bem atentamente, podemos dizer que estamos atr\u00e1s da posi\u00e7\u00e3o da carga explosiva em que diminu\u00edmos a entropia dos produtos resultantes da rea\u00e7\u00e3o de detona\u00e7\u00e3o e aumentamos de maneira absurda a entropia do sistema bancada. Estamos falando aqui da defini\u00e7\u00e3o de entropia de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Boltzmann%27s_entropy_formula\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Boltzmann%27s_entropy_formula\">Boltzmann<\/a>, n\u00e3o se trata de uma met\u00e1fora. Pense nisso.<\/p>\n\n\n\n<p>Obviamente, as observa\u00e7\u00f5es acima de certa forma s\u00e3o uma vis\u00e3o de tr\u00e1s pra frente de um filme. O que acontece na realidade \u00e9 que primeiro vem o burden, o volume que precisamos desmontar, depois dimensionamos as posi\u00e7\u00f5es das cargas que melhor se adequam.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro somos apresentados ao volume, a massa a geometria do algo a ser detonado. E quase sempre um furo n\u00e3o \u00e9 suficiente para dar conta. Ent\u00e3o juntamos furos para que cooperem de alguma maneira e consigam fragmentar todo o volume.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta coopera\u00e7\u00e3o entre cargas de maneira a atingir o objetivo de fragmenta\u00e7\u00e3o e lan\u00e7amento, ou de outra vis\u00e3o, de modo a converter a maior quantidade de energia poss\u00edvel em trabalho de fragmenta\u00e7\u00e3o, aumentando a entropia do volume de rocha, \u00e9 o que chamamos de desmonte de rocha. Eu sei que \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o estranha e um pouco assustadora, mas \u00e9 s\u00f3 a primeira impress\u00e3o, voc\u00ea vai se acostumando com o tempo (e aqui tem um trocadilho muito s\u00fatil&#8230;).<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo escalon\u00e1vel em complexidade. Existe um bloco de rocha e precisamos fragmentar parte dele. Podemos colocar um furo no centro do nosso volume. Isto poderia funcionar de certa maneira, mas a melhor op\u00e7\u00e3o seja, talvez, dividir a energia deste furo central em diversos furos dispostos sobre o bloco. Dividimos nosso volume em fatias e para cada fatia existem os furos respons\u00e1veis por sua fragmenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/tresfuros-1-724x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-46\" style=\"width:650px;height:919px\" width=\"650\" height=\"919\" srcset=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/tresfuros-1-724x1024.jpg 724w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/tresfuros-1-212x300.jpg 212w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/tresfuros-1-768x1086.jpg 768w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/tresfuros-1.jpg 794w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Cada furo possui a sua responsabilidade, seu burden. Se coloco dois furos &#8220;lado-a-lado&#8221; encarregados de fragmentar determinado volume, posso dizer que estes furos est\u00e3o espa\u00e7ados entre si e que de alguma maneira cooperam para fragmentar um volume de rocha. Qual a dist\u00e2ncia ideal entre estes furos, a diferen\u00e7a de tempo de inicia\u00e7\u00e3o entre eles, tudo isso em fun\u00e7\u00e3o do meio em que se encontram, com suas descontinuidades e demais caracter\u00edsticas, fazem parte de estudos dentro da teoria do espa\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebeu? O projeto do desmonte precisa contemplar a evolu\u00e7\u00e3o temporal da fragmenta\u00e7\u00e3o. Um desmonte ocorre no tempo e a maneira que voc\u00ea libera esta energia no tempo altera o burden de cada furo ou de um grupo de furos encarregados de fragmentar um determinado volume.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando um furo fragmenta seu volume de maneira que o pr\u00f3ximo furo em sequ\u00eancia &#8220;preocupa-se&#8221; apenas em fragmentar o volume de sua responsabilidade, dizemos que ambos est\u00e3o afastados um do outro de maneira adequada e que a forma\u00e7\u00e3o do burden din\u00e2mico est\u00e1 bem dimensionada.<\/p>\n\n\n\n<p>Projete burdens poss\u00edveis, essa \u00e9 a dica. Veja na figura abaixo a evolu\u00e7\u00e3o temporal do desmonte. cada cor representa uma sequ\u00eancia e um volume de responsabilidade. As setas amarelas s\u00e3o os afastamentos geom\u00e9tricos da malha; as setas azuis, os vetores dos burdens associados a cada sequ\u00eancia. Note que se qualquer sequ\u00eancia n\u00e3o realizar o seu trabalho direito, o volume de responsabilidade da sequ\u00eancia seguinte vai ser aletrado.  O burden \u00e9 dependente do tempo. Voc\u00ea pode alterar o burden de um furo ou mais no projeto da sequ\u00eancia de detona\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"794\" height=\"528\" src=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/seq1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-47\" srcset=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/seq1.jpg 794w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/seq1-300x199.jpg 300w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/seq1-768x511.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 794px) 100vw, 794px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A dist\u00e2ncia adequada e o tempo de retardo entre burdens s\u00e3o objetos de muita pesquisa. Fato \u00e9 que o processo de desmonte \u00e9 muito complexo para ser reduzido apenas a rela\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas entre as medidas da malha de perfura\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea j\u00e1 trabalhou em desmontes de subsolo  j\u00e1 deve ter notado que conceitos como afastamento, espa\u00e7amento e malha n\u00e3o fazem muito sentido. L\u00e1 embaixo talvez a melhor abstra\u00e7\u00e3o seja o conceito de prismas de compet\u00eancia, que \u00e9 uma maneira de se dizer&#8230; BURDEN! Mas isso \u00e9 assunto de outro texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Na figura abaixo temos um desmonte te\u00f3rico em fomato de um \u201cT\u201d. Precisamos projetar o burden dos furos centrais de maneira a orientarem um fluxo na dire\u00e7\u00e3o da seta verde. E os laterais, de maneira a seguirem as setas vermelhas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"794\" height=\"690\" src=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/T.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-48\" srcset=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/T.jpg 794w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/T-300x261.jpg 300w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/T-768x667.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 794px) 100vw, 794px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea acha que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel? Ent\u00e3o veja o v\u00eddeo onde eu fiz o sequenciamento de mais de 900 furos de maneira a desmontar todo o volume da casa de for\u00e7a de uma PCH no interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Desmonte de rochas. Casa de for\u00e7a aberta em um fogo\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IFx_a7CrfRY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Veja na figura abaixo uma reapresenta\u00e7\u00e3o do que foi feito. Diversos direcionamentos de diversos setores do desmonte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"794\" height=\"831\" src=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/astbar-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-50\" srcset=\"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/astbar-1.jpg 794w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/astbar-1-287x300.jpg 287w, https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/astbar-1-768x804.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 794px) 100vw, 794px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Passei um dia inteiro desenhando a l\u00e1pis numa folha A1 todo o sequenciamento deste fogo. Poderia ter utilizado algum software ou mesmo escrito um c\u00f3digo para automatizar a tarefa? Sim, poderia. Mas ent\u00e3o perderia a oportunidade de ficar escutando Metallica enquanto, como diria Sartre, com a consci\u00eancia plasmada no papel, esculpia cada sequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo mais v\u00eddeos onde a filosofia burden foi utilizada. Voc\u00ea pode conferir alguns de nossos desmontes no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/phiexplosivos\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.youtube.com\/phiexplosivos\">youtube<\/a>. Abra\u00e7o!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Primeiro desmonte para a duplica\u00e7\u00e3o da BR 386.\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/dNusWeik1kQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Desmonte de rochas com explosivos para duplica\u00e7\u00e3o da BR 277 - Guarapuava - PR\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cOUF1NUpopo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Trench blasting\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/D1JZjyl_63s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Todo desmonte deve ser controlado\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nZhkan_V4-c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Muitas pessoas definem a medida geom\u00e9trica do afastamento com sin\u00f4nimo de burden. Eu n\u00e3o tenho a pretens\u00e3o de definir o que \u00e9 e o que n\u00e3o \u00e9. O m\u00e1ximo que posso fazer \u00e9 te mostrar como eu defino burden e como fa\u00e7o uso da defini\u00e7\u00e3o para projetar desmontes que n\u00e3o est\u00e3o presos a conceitos puramente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[56],"tags":[16,19,14,15,23,13,18,20,22,17,21],"class_list":["post-41","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-__","tag-blastmats","tag-burden","tag-desmonte-de-rochas","tag-detonacao","tag-detonadores-eletronicos","tag-explosivos","tag-fogo","tag-malha-de-furacao","tag-nao-eletricos","tag-perfuracao","tag-retardos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51,"href":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41\/revisions\/51"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/golin.dev.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}